O processo de inscrição do Cais do Valongo (RJ), principal ponto de desembarque de africanos escravizados e atual Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, na lista do patrimônio mundial da humanidade revela um conjunto de questões que favorece a reflexão acerca de temas como diáspora africana, construção de subjetividades, memórias traumáticas, regimes de patrimonialização, políticas de planejamento urbano, entre outras. Em todas as discussões dessa natureza, quando atreladas ao caso do Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, o turismo irrompe, ora como discurso de compartilhamento de uma memória que objetiva processar um traumatismo, ora como elemento memorial que rememora eventos trágicos e conflitivos ou ainda em discursos de mercantilização de memórias. Neste sentido, o III Seminário Internacional de Memória coloca-se como fórum de discussões dos desdobramentos da relação memória e turismo tendo como provocador de questões os temas anteriormente elencados.
Palavra-chave: Memória, Turismo, Patrimônio, Cais do Valongo.