Zona Oeste é uma antiga denominação utilizada até os dias de hoje para definir o espaço geográfico da cidade do Rio de Janeiro ocupado pelos bairros que de acordo com a prefeitura ocupam a AP-5. A prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro não utiliza a nomeclatura “Zona Oeste”, por não dividir a cidade por zonas de habitação, mas sim, por Áreas de Planejamento. A Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro compreende duas Áreas de Planejamento: a AP-4 e a AP-5. A AP-4 é composta pelas Região Administrativa XVI- Jacarepaguá e Região Administrativa XXIV- Barra da Tijuca. Para essa pesquisa escolhemos a AP-5 como tema. Ao longo dos anos, o território que compreende a AP-5, doravante denominada Zona Oeste, se constituiu entre o rural e o urbano. Seu processo de integração econômico, social, político, cultural e ambiental foi construído em torno da ideia de natureza e da vocação agrícola, ainda não completamente apagada da memória social. Diante do presente e do passado da Zona Oeste, observa-se a tensão entre duas identidades construídas a partir de referenciais relacionados ao urbano e ao rural. As categorias rural e urbano não designam no contexto estudado espaços ou propriedades empiricamente observadas, mas representações sociais, construídas através de reelaborações simbólicas por parte dos atores sociais e que contém ícones da ruralidade e do que considerado urbano. Diante dessa questão, a presente pesquisa buscou rever e tornar público um outro olhar sobre a Zona Oeste através da candidatura de proposta de publicação de livro no âmbito do Programa Apoio à Produção e Publicação de Livros e DVDs Visando à Celebração dos 450 Anos da Cidade do Rio de Janeiro – 2014 e de ações de cunho extensionista na Região.